Na última quinta-feira (30) foi realizado o State of Play, evento on-line da Sony, o qual mostrou 14 títulos que irão estrear no PlayStation 5 e PC nos próximos meses. No entanto, percebeu-se que não havia muita novidade e, especialmente, criatividade nos jogos que estão por vir.

Cena do trailer cinemático de Concord | Criatividade nos jogos em crise

Ao invés de grandes novidades que fariam os jogadores se empolgarem com o futuro, o evento deixou os espectadores decepcionados, e até mesmo preocupados, pois teremos dois novos jogos que copiam a fórmula de Overwatch, o relançamento desnecessário de Until Dawn e um porte de God of War Ragnarok para PC que todo mundo já sabia.

A falta de criatividade nos jogos

A principal crítica ao evento de PlayStation foi pelo fato de Concord, o novo jogo do estúdio Firewalk, e Marvel Rivals serem uma cópia escancarada de Overwatch. Claro que o jogo da Blizzard não inventou o gênero de partidas competitivas em time, mas é visível como os novos títulos não se diferenciam de maneira alguma do jogo que os inspirou.

Elenco de personagens de Overwatch reunidos (Imagem de divulgação) | Criatividade nos jogos em crise

Mesmo que, de certa forma, Overwatch esteja em decadência devido às péssimas decisões tomadas pela Blizzard em relação à sequência, ainda há uma base muito fiel de fãs que dificilmente fariam a transição para outro jogo exatamente igual ao que já estão jogando.

E a falta de originalidade não acaba aí. Jogos como Anthem, Marvel’s Avengers, Skull and Bones, Knockout City e Suicide Squad: Kill The Justice League buscaram repetir a fórmula de sucesso de Destiny 2, Rainbow Six Siege e Fortnite e falharam de maneira estrondosa.

Isso se deve, principalmente, a decisões executivas que visam lucro ao invés de criatividade, forçando equipes criativas com experiência em jogos single-player a produzirem multiplayers desprovidos de personalidade e diversão. E o pior é que tais jogos são lançados incompletos e defeituosos na maioria das vezes.

Pôster de divulgação de Esquadrão Suicida | Criatividade nos jogos em crise

Agora, mais do que nunca, a diversão e novas ideias deveriam ser o foco no desenvolvimento de jogos, pois isso poderia gerar um maior engajamento da comunidade gamer, além de atrair novos jogadores. Não só isso, mas com maior liberdade e criatividade nos jogos, novas possibilidades e histórias poderiam florescer em meio a um cenário tão repetitivo e sem inspiração.

Motivos para repetir a fórmula

Não é surpresa para ninguém que estamos vivendo uma crise financeira em nível global. No entanto, os custos para a produção de um game vêm aumentando exponencialmente, o que acarretou no aumento dos preços dos jogos.

Com isso, executivos e CEOs viram que as estratégias mais “viáveis” para continuar lucrando seriam: 1) apostar em jogos como serviço, os quais tendem a continuar gerando lucro mesmo depois do lançamento; 2) focar em IPs (propriedade intelectual) já estabelecidas, como Call of Duty, God of War e Batman por exemplo; e 3) demitir dezenas de desenvolvedores ou fechar estúdios com o intuito de cortar gastos.

Xbox fechou três estúdios da Bethesda no início de Maio | Criatividade nos jogos em crise

Infelizmente, não há previsão de quando tais ações desumanas e anti-criativas vão acabar, mas o que jogadores podem fazer agora é expressar seu descontentamento nas redes sociais e, o mais importante, não comprar jogos incompletos que contribuam para as ações insalubres dessa indústria.

Uma resposta para “State of Play 2024 mostra que a criatividade nos jogos está em crise”.

  1. […] O receio de muitos fãs é que a história do primeiro jogo se repita aqui, algo que reforçaria a falta de originalidade no mundo dos […]

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