Com o excesso de remakes desnecessários (e não tão bem-feitos) e sequências de filmes clássicos, as expectativas para o remake de Como Treinar o Seu Dragão eram mistas antes do lançamento. Afinal, por que relançar um filme “recente”, só que dessa vez com atores em tela?

Pôster de divulgação de Como Treinar o Seu Dragão | Crítica remake de Como Treinar o Seu Dragão emociona e captura a essência do original

No entanto, imagine a surpresa do público quando as críticas especializadas disseram que o filme era muito bom, ótimo até. O remake refaz todos acertos que original fez e ainda acrescenta à história, trazendo discussões importantes para o universo do filme e para a nossa própria realidade.

Filme novo, mesma essência

O grande problema dos remakes que vemos hoje em dia é que os roteiristas, diretor e produtores não entendem de fato a história que estão reimaginando e, em certos casos, a desrespeitam. Quando o remake de Como Treinar o Seu Dragão foi anunciado, havia medo de que o mesmo aconteceria. No entanto, o resultado não poderia ter sido mais surpreendente.

O diretor Dean DeBlois, criador da franquia, retornou para comandar o remake e consigo trouxe a essência do longa original, além de dar um gostinho do que veio a ser trabalhado nas sequências. O Soluço de Mason Thames não se difere do personagem do desenho, assim como a Astrid de Nico Parker e o Stoico de Gerard Butler (até porque foi ele mesmo que dublou o personagem).

Momentos do desenhos são reproduzidos fidedignamente | Crítica remake de Como Treinar o Seu Dragão emociona e captura a essência do original

Os atores nos convencem em praticamente em todos os momentos sobres suas intenções, emoções e atitudes. É perceptível como o direcionamento dado por DeBlois agregou às performances dos atores, nos fazendo acreditar que estamos vendo Soluço, Banguela e cia em todas as cenas.

Não só os personagens são os mesmos, mas as cenas são exatamente iguais. Embora isso possa parecer “preguiça” por parte do diretor, a essência de Como Treinar o Seu Dragão está sempre presente. Para não dizer que o remake é exatamente igual ao original, existem cenas em que DeBlois adiciona discussões relevantes para aquele mundo, como nepotismo e imperialismo.

Do desenho para o real

Talvez um dos maiores desafios do remake fosse recriar os dragões em computação gráfica para contracenar com o elenco e, para a alegria do público, isso foi muito bem-feito. Todos os dragões, principalmente o Banguela, foram refeitos idênticos ao desenho, tanto em aparência quanto em movimentação.

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Claro, nota-se pequenas mudanças em um aspecto ou outro dos seres em CGI para torná-los mais realistas, mas nada que comprometa a experiência e a nostalgia. No entanto, também percebe-se que o tempo de tela dos dragões não é o mesmo, exatamente para não estourar o orçamento do filme (o qual já não foi pequeno). Isso não afeta em nada o filme, pois abre espaço para as discussões adicionadas pelo diretor.

Com isso, em nenhum momento achei que estava vendo outro filme. Cada segundo do remake nos convence brilhantemente de que estamos revivendo a linda história do laço de amizade entre um menino e um dragão em meio a preconceitos e choque de culturais.

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