Apesar da Brasil Game Show 2025 ter decepcionado a mídia e o público, uma surpresa bastante positiva foi Aether & Iron, jogo desenvolvido pelo estúdio independente Seismic Squirrel o qual tive a oportunidade de jogar no evento.
Durante a BGS, conversei com um representante do Seismic Squirrel, Pablo Ariznabarreta, que me contou sobre as inspirações de Aether & Iron em jogos como Baldur’s Gate 3, Disco Elysium e Citizen Sleeper para criar as mecânicas de gameplay. Além disso, o jogo possui uma direção de arte que mistura cenários 2D pintados à mão e veículos 3D estilizados e uma trilha sonora original de jazz que reforça o clima noir e retrofuturista.
Nesta realidade, a humanidade evoluiu após a descoberta do elemento Aether, o que permitiu que carros e cidades voassem. Situado em uma Nova York flutuante dos anos 1930, o jogo acompanha Gia, uma contrabandista que se encontra em uma situação impossível ao aceitar o “simples” serviço de escoltar a cientista Nellie para fora da cidade.
No meu tempo com o jogo, assumi o comando da protagonista no momento em que recebe tal tarefa, onde pude entender como a mecânica de dados afeta o desenrolar dos diálogos, algo fortemente inspirado em RPGs de mesa.
O porta-voz do estúdio me explicou que o jogador poderá melhorar certas habilidades de Gia com o tempo, permitindo que o jogador acumule pontos e tenha mais chances de acerto em momentos-chave de rolagem de dados.
Depois de alguns minutos conhecendo Gia e aquele mundo, entrei em minha primeira sessão de combate. Por se tratar de um RPG retrofuturista, os embates são feitos nos carros e é adotado o estilo de combate por turnos, onde o jogador tem um número limitado de movimentos e ações os quais deve planejar bem antes de passar a vez para o adversário.

Ariznabarreta afirmou que Gia poderá recrutar companheiros durante a campanha, que funcionarão como os tanques e magos dos RPGs de mesa.
O jogo também irá apresentar uma mecânica chamada “heat”, a qual busca moldar a experiência do jogador através das escolhas do jogador durante a campanha. “Basicamente, se o jogador machucar civis nas arenas durante o combate ou desafiar alguma figura importante da cidade, o jogo se lembrará e o jogador terá que lidar com isso”, disse o porta-voz.
Com isso, estou oficialmente interessado na proposta que Aether & Iron me apresentou. Apesar de perceber as inspirações de outros RPGs neste jogo, é notável o carinho dos desenvolvedores pelo projeto. “Aether & Iron é a nossa carta de amor aos RPGs que fazem você pensar sobre quem é dentro da história”, afirmou Ariznabarreta.
Time dedicado e consciente
Além de perguntar sobre o Aether & Iron, também questionei o representante do Seismic Squirrel sobre o time por trás dessa obra. A reposta foi animadora: o time é composto por veteranos da indútria dos jogos, tendo vários desenvolvedores trabalhado em jogos como Dragon Age: Inquisition, Far Cry 6, Assassin’s Creed, Mass Effect, Warcraft e Diablo.

Segundo o porta-voz, a experiência técnica junto da liberdade criativa proporcionada pelo estúdio tem o objetivo de entregar uma experiência verdadeiramente autoral.
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A dedicação do time do Seismic Squirrel é tanta que o jogo virá localizado em português do Brasil. “Trazer o jogo ao Brasil foi essencial, porque o público latino-americano é um dos mais apaixonados do mundo”, afirmou o porta-voz. “A localização é parte da nossa narrativa. Queremos que os jogadores sintam que este mundo também pertence a eles.”






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