A estreia de It: Bem-vindos a Derry no cenário do streaming não apenas expande o universo criado por Stephen King, mas consolida a visão estética de Andy Muschietti como um dos nomes mais relevantes do horror contemporâneo.

Diferente de produções que optam por uma introdução lenta, a série já estabelece sua atmosfera de tensão absoluta desde o episódio piloto, prendendo o espectador em uma narrativa que não pede licença para assustar. Muschietti, que já havia mostrado sua afinidade com a obra em suas adaptações para o cinema, demonstra aqui uma maturidade narrativa ao explorar as raízes do mal que habita a cidade de Derry.

Bill Skarsgård é ainda mais assustador como Pennywise no prelúdio | Crítica It: Bem-vindos a Derry

​No entanto, Welcome to Derry não está isenta de críticas técnicas. É notável que a produção enfrenta certas dificuldades com CGI, um desafio que parece acompanhar a trajetória recente do diretor. Em alguns momentos, a computação gráfica carece de polimento, o que poderia comprometer a imersão.

Contudo, Muschietti compensa essa lacuna com sua maestria inquestionável nos efeitos práticos. Quando a série aposta no tangível, na maquiagem e na fisicalidade do horror, ela entrega momentos de puro brilhantismo técnico, provando que o diretor ainda é um mestre em criar o desconforto através do realismo visual.

​O grande triunfo desta primeira temporada, sem dúvida, é a figura do Pennywise. Longe de ser apenas uma repetição do que vimos nas telas de cinema, a entidade se demonstra muito além do que o público já conhecia. Mais presente, mais estratégico e exponencialmente mais assustador, o monstro ganha novas camadas que aprofundam sua mitologia, tornando cada aparição um evento carregado de pavor.

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Para o Pop nas Ideia, fica o veredito: Welcome to Derry supera as expectativas ao humanizar o medo enquanto eleva a criatura a um patamar de onipresença perturbadora, fazendo desta temporada uma jornada indispensável para os amantes do gênero.

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