A grande temporada de anúncios de jogos pode estar chegando ao fim, mas a empolgação dos gamers só cresceu na última semana. E um dos eventos mais me surpreendeu foi o State of Play do dia 2 de junho, com anúncios que deixaram claro que os jogadores de PlayStation terão muito com o que se divertir no futuro próximo.
Mas essa empolgação toda só se justifica porque, há cerca de cinco anos, o então CEO da Sony Interactive Entertainment, Jim Ryan, mudou o foco da empresa para jogos como serviço e chegou até a prometer 12 jogos do gênero em um período de seis anos. Essa promessa, no entanto, prejudicou a qualidade e a cadência de lançamentos de títulos single-player focados em narrativa, o que afastou muitos usuários fiéis da marca e diminuiu as vendas de jogos exclusivos da Sony.
Mesmo com a saída de Ryan da chefia da PlayStation em março de 2024, a empresa ainda luta para se recuperar, mas o recente State of Play parece demonstrar que finalmente estão voltando aos trilhos (ou, pelo menos, fingiram bem que estão no caminho certo).
O evento nos reapresentou a Marvel’s Wolverine, novo jogo da Insomniac Games, e a Marvel Tokon: Fighting Souls, da Arc Systems Works, e ainda nos surpreendeu com as revelações de Kemuri: Hunt The Unseen, desenvolvido pela Unseen, Until Dawn 2, da Firesprite, e God of War: Laufey, da Santa Monica Studio.

Apesar de alguns dos títulos de Playstation estarem longe de serem lançados, o legado que certas franquias carregam e os times envolvidos em cada um dos projetos aqueceu o coração de muitas pessoas internet afora. É claro que vários dos jogos mencionados anteriormente podem ser considerados apostas seguras, mas parece haver um consenso de que o evento apresentou jogos que valem a pena ficar empolgado.
God of War: Laufey é um dos melhores exemplos disso. Apesar da sua existência ter sido vazada meses antes do evento, a apresentação do novo capítulo da franquia com novos personagens e gameplay impactante empolgaram os fãs mais do que o esperado. Já Marvel’s Wolverine, que de certa forma foi esnobado por Laufey, está no topo na lista de pré-vendas na PSN europeia.
Tudo isso indica que a PlayStation voltou a reconhecer seus carros-chefe, jogos single-player narrativos, e está apostando pesado em suas franquias mais renomadas. Não só isso, mas todo esse momentum ajuda a criar mais expectativas por futuros projetos, como o já anunciado Intergalatic: The Heretic Prophet da Naughty Dog ou os projetos misteriosos da Media Molecule, Sucker Punch, Team Asobi e outros.
De volta à glória?
Apesar de toda a empolgação e do voto de confiança da minha parte, não podemos fazer vista grossa para os atuais e futuros erros da empresa. A PlayStation parece estar mesmo se empenhando em entregar mais títulos single-player de alta qualidade como fazia antes, mas ainda tem muito chão para voltar às graças do público.

Em recente relatório fiscal, a empresa revelou que sua aquisição do estúdio Bungie em 2022 gerou um prejuízo de cerca de US$ 700 milhões até agora e isso deve resultar em mais demissões em massa em um futuro próximo. No pior dos casos, a Bungie pode ser o 11º estúdio que a PlayStation fecha em um espaço de dez anos.
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Com isso, os fãs de PlayStation precisam ser mais vocais a partir de agora, exigir que suas decisões sejam ouvidas(considerando que elas façam sentido) e, de certa forma, ajudar a guiar a empresa para um futuro mais benéfico para os gamers.





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